O tempo que finalmente veio me dar respostas
Sou irmã mais velha por dom.
Seja em casa com três irmãos mais novos ou na roda das amizades onde todas as idades são misturadas e ainda assim são uma só: a idade das amizades. Dentro do circulo de amizades nunca fui a mais sensata, a mais normal e equilíbrio com certeza nunca casou com o meu nome. Até Rafaela.
Rafaela tem a minha idade em números e em realizações. Rafaela tem coragem pra ver a vida, e no entanto, nunca a encarou. Tão, tão mais forte que eu , o tipo de força que a gente nem percebe que tem sabe? A Rafaela que se esconde atrás de se esconde atrás da ideia de não saber, não querer saber. E que agora começa a ver.
Apesar de menos forte (não gosto da palavra fraca, nenhuma de nós nunca o foi), sempre fui mais desequilibrada o que me rendeu mais historias, mais cortes também, vi a vida primeiro. Sou a irmã mais velha de Rafaela, porque ela vem pra vida depois de mim. Mesmo que outras amigas me pensam conselhos, digam que sou a "mamãe", mesmo com todos os meus xingamentos pra que outros comam, não bebam e dirijam, não sumam, não me esqueçam. É na "inocência" de Rafaela ao dar de frente com a vida que eu me enxergo, me sinto irmã, me sinto mais velha.
Quer tarefa de irmã mais velha que essa: a de ajudar o mais novo a ver a vida?
Em Rafaela me (re)vejo, vejo o medo ao entrar na vida. E pelos conselhos que dou a ela posso me reavaliar. Lidando com as situações com ela e as situações dela posso saber se o que fiz comigo e com minhas situações tiveram algum aprendizado.



*-*
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